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domingo, 6 de setembro de 2009

Freelance interno: o que é isso?

O professor Thomas Malone, do Departamento de Inteligência do MIT, declarou em seu curso que é possível estabelecer um mercado de trabalho interno para encaminhar funcionários para projetos. As empresas estão percebendo que os sistemas baseados no mercado podem ajudar a assegurar que o talento seja distribuído com mais eficiência e flexibilidade do que é possível nas hierarquias tradicionais, em que as pessoas estão ligadas a unidades específicas. Mesmo em grandes empresas, cada vez mais profissionais estão se tornando freelancers internos, trabalhando em pequenas equipes que estão constantemente se formando, mudando e debandando à medida em que os projetos vêm e vão.
Embora recebam um salário regular, os freelancers internos são responsáveis por vender seu trabalho dentro da empresa. De certa forma, são empreendedores que dirigem sua própria empresa de uma só pessoa. Malone destaca que algumas empresas estão montando mercados de trabalho mais formais dentro de suas dependências. Na Hewlett-Packard qualquer um que tenha a idéia de um novo projeto pode propô-lo a um conselho de gerentes seniores no chamado VC Café. O conselho age como um tipo de grupo de capital de risco, fornecendo recursos para os projetos mais promissores. As descrições dos projetos aprovados são divulgadas em uma rede interna, e quem estiver interessado em trabalhar em um projeto pode avisar o líder, que conversa com todos os candidatos e forma uma equipe de projeto.
Desta forma, as combinações de habilidades podem ser mudadas sem a necessidade de reestruturar constantemente a organização. Os projetos encontram as pessoas com capacidades certas. As pessoas encontram os projetos que lhes interessam, e os gerentes recebem feedback contínuo sobre que projetos o seu pessoal considera mais promissores.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Valores humanos

Entre as tantas ideias absorvidas no Special Management realizado pelo professor Thomas Malone,destaco aqui para você: “Se mais pessoas tiverem liberdade nos negócios, naturalmente buscarão as coisas que valorizam. E pessoas diferentes valorizam coisas diferentes. Precisaremos ampliar o nosso modo de pensar sobre os negócios. Precisaremos ir além do nosso objetivo limitado de maximizar os interesses econômicos de investidores para acrescentar coisas que interessam aos investidores como pessoas. E também precisaremos pensar nos diversos valores de trabalhadores, clientes, fornecedores e outros. A recente evolução das organizações comerciais segue o padrão de evolução da organização das sociedades. Os seres humanos mudaram a maneira de se organizar porque a queda dos custos das comunicações tornou as mudanças possíveis, e os valores das pessoas tornaram as mudanças desejáveis”. Rende uma boa discussão em grupo na empresa, ou pelo menos, uma grande reflexão. Para pensar!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O futuro do trabalho



Hoje tive a oportunidade de conhecer Thomas Malone, professor de Management da Sloan School of Management, do MIT, e diretor-fundador do Centro de Inteligência Coletiva do MIT. Ele está conduzindo o Special Management Program da HSM sobre Organizações Inteligentes, que acontece hoje, 26 de agosto, e amanhã, em São Paulo.
Com ele aprendi que a tecnologia cria escolhas, e as decisões que tomamos determinarão exatamente que tipo de mundo construiremos nos próximos anos. Fazer escolhas sensatas, e não apenas economicamente eficientes, significa fazer escolhas consistentes com nossos valores mais profundos. E este é outro significado de colocar as pessoas no centro dos negócios – colocar os valores humanos no centro de nosso pensamento sobre negócios.
Ele deixa claro que uma das primeiras escolhas possíveis para colocar pessoas no centro de uma organização é delegar muito mais responsabilidade dentro de uma estrutura basicamente hierárquica. “A maneira mais comum de fazer isso é delegar a maior parte das decisões aos níveis inferiores da empresa, deixando aos níveis superiores apenas o direito de avaliar os resultados e recompensar as pessoas de maneira adequada”.
Para pensar!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fazendo a Estratégia Funcionar

O professor Lawrence Hrebiniak da Wharton School, da University of Pennsylvania (uma das melhores escolas de Administração do mundo) falou no segundo dia do Special Management Program “Fazendo a Estratégia Funcionar – O Caminho para uma execução bem-sucedida” sobre os erros ou problemas comuns de implementação da estratégia, Hrebiniak destaca:
- Não haver um modelo ou plano de implementação.
- Estratégia falha ou planejamento estratégico inadequado.
- Separação disfuncional entre planejamento e realização.
- Não levar em conta a estrutura de poder na organização.
- Não se chegar a um acordo nos processos de formulação e de implementação.
- Falta de entendimento da estrutura organizacional e do papel desta na implementação da estratégia.
- Má coordenação e integração.
- Incentivos inapropriados: recompensar as coisas erradas.
- Incapacidade de gerenciar mudanças.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Diga não à comoditização


Hoje tive a oportunidade de conhecer Lawrence Hrebiniak, referência internacional nas áreas de formulação e execução de estratégias competitivas e design organizacional e é professor da Wharton School, da University of Pennsylvania (uma das melhores escolas de Administração do mundo) no Special Management Program “Fazendo a Estratégia Funcionar – O Caminho para uma execução bem-sucedida”, da HSM, em São Paulo. Durante dois dias, os participantes aprenderão como colocar em prática a estratégia empresarial e fazê-la funcionar com sucesso. E aqui trago, em primeira mão, algumas dicas de Hrebiniak para contestar a comoditização:
- Oferecer serviços que agreguem valor.
- Métricas/mensurações da eficácia ou do valor agregado.
- Tornar-se consultor dos clientes – adquirir conhecimento sobre suas forças competitivas e o setor em que atuam.
- Definir e comercializar atributos do serviço que nada têm a ver com o preço.
- Atender as necessidades do cliente com uma série de ofertas integradas.
- Descobrir ou desenvolver profissionais de talento para oferecer novos serviços que agreguem valor.